A Central não perde leads por falta de demanda. Perde por falta de governança.
Síntese executiva
O resumo da auditoria: o problema que foi reportado, o que investigamos, o que encontramos e o que recomendamos. As próximas seções mostram os argumentos e as provas.
Leia os três blocos em ordem: pergunta, diagnóstico e recomendação. O diagrama mostra a causa raiz, e o texto completo está no fim da seção.
"A Central de Vendas não está performando como deveria. Os leads, em sua maioria, são desqualificados ou não respondem e, quando respondem, não avançam."Problema central reportado · ponto de partida da auditoria
Os gaps de 09/09 existem?
Validar com dados de CRM, gerenciador de anúncios e automações cada hipótese levantada na reunião do time de marketing.
São sintomas, não causas
A maior parte dos gaps nasce da mesma raiz: mudanças grandes feitas em sequência, sem condução estruturada.
Reestruturar a Central inteira
Tecnologia, perfis, processos, cadência, abordagem, remuneração e uma governança que sustente o novo modelo.
Ausência de governança que conduzisse as mudanças
É essa lacuna, e não um gap isolado, que explica a queda da Central.
Do problema reportado à recomendação
Ponto de partida
A auditoria partiu do problema central reportado: "A Central de Vendas não está performando como deveria — os leads, em sua maioria, são desqualificados ou não respondem e, quando respondem, não avançam." Foi com base nessa premissa que iniciamos a coleta e a análise de dados e fatos.
O que investigamos
O diagnóstico desta auditoria buscou resolver duas questões centrais: primeiro, confirmar com dados reais se os gaps discutidos na reunião do time de marketing de 09/09/2026 realmente existiam e qual evidência sustentava cada um; segundo, e mais importante, identificar se esses gaps eram causa ou sintoma — ou seja, chegar à raiz real do problema, e não apenas tratar os efeitos mais visíveis. Para isso, adotamos uma postura deliberadamente imparcial: cada hipótese levantada na reunião só foi validada, ajustada ou descartada a partir de dados extraídos do CRM, do gerenciador de anúncios e das ferramentas de automação.
O que encontramos
Esse aprofundamento revelou que a maior parte dos gaps mapeados não é causa — é sintoma de uma raiz estrutural. No último ano, a Central passou por uma sequência de mudanças significativas e não geridas adequadamente: a tecnologia de CRM migrou do RD Station para o Spotter e, meses depois, após implementação e execução, retornou ao RD Station; o time operacional precisou crescer para acompanhar o aumento de volumetria, mas sem o correto dimensionamento de pessoas e de seus respectivos perfis; e o sistema de comissionamento passou por ajustes recentes, mantendo um descompasso entre o perfil profissional exigido e a remuneração compatível com o mercado. A cada uma dessas mudanças, a cadência e a abordagem comercial foram sendo reajustadas de forma reativa, sem nunca se estabilizar em um modelo validado. O denominador comum é a ausência de uma governança que conduzisse essas mudanças de forma estruturada — é essa lacuna, e não qualquer gap isolado, que está na raiz do problema.
O que recomendamos
É a partir dessa raiz que a Vendas2B constrói a recomendação central desta análise: não se trata de corrigir pontos isolados, mas de reestruturar a Central de Vendas como um todo — revisando e estruturando as tecnologias à luz dos gaps identificados, contratando perfis mais aderentes, redesenhando processos, cadência, abordagem e sistema de remuneração, e implementando a governança que sustente essa nova estrutura.
Nota metodológica · abrangência das entrevistas
Esta auditoria foi conduzida em regime de urgência, com execução em 7 dias, frente a um prazo técnico recomendado de 20 a 30 dias para um diagnóstico comercial completo. Por isso, não foi possível realizar entrevistas formais e estruturadas com a diretoria executiva e o time de marketing. As conclusões sobre essas frentes vêm de uma conversa não formal de validação de percepções e da análise objetiva de dados do CRM, do gerenciador de anúncios e das ferramentas de conversa.
Organograma Comercial
A primeira recomendação: a estrutura da Central de Vendas que vai executar o plano, com as mudanças recomendadas pela auditoria já posicionadas por nível de decisão.
Cada faixa é um nível: estratégico, tático e operacional. Vermelho é o que a auditoria recomenda incluir; amarelo é vaga a abrir ou posição a avaliar.
Nota · escopo do organograma
A auditoria não mapeou as demais unidades de negócio (BUs, Business Units) da Intimmi Care: Educação, Clínicas e Expansão. O foco foi entender a estrutura atual e a recomendada para a Central de Vendas, célula que faz parte da BU Expansão.
Árvore de Evidências
Os argumentos: as cinco evidências estruturais que explicam o problema central, confirmadas com dados reais do CRM.
Clique em uma evidência para ver os dados e onde ela aparece nas análises. No fim, clique nas peças do dominó para ver o efeito em cascata.
O modelo operacional da Central tem um descompasso entre a geração de demanda e a capacidade de responder, conduzir e converter as oportunidades com velocidade, consistência e contexto.
Antes de atribuir o problema à aquisição, é preciso separar o que é perda por qualidade do lead do que é perda por incapacidade de processar a demanda.
Impacto final no resultado
Os sintomas não agem sozinhos. As evidências formam uma cadeia que termina no problema central e gera sintomas com impacto direto no resultado.
Clique em uma peça do dominó ou no problema central para ver o detalhe e os sintomas que ela gera.
Análise de vendas
As provas: os dados da Central de Vendas (RD Station CRM e RD Conversas) organizados em cinco pilares: pessoas, processos, tecnologias, dados e gestão e cultura.
Escolha um pilar nos cartões. Em vermelho, os gaps com o dado que os comprova, a evidência e as iniciativas ligadas. Em verde, as recomendações, com link para o plano.
53 leads esperaram mais de 24h
166 negociações contatadas · média de 46h21min. Barras em coral: acima de 24h.
Quase 4× de diferença entre SDRs
Análise de Marketing
Análise ExtraAs provas do marketing: como os leads são gerados e rastreados: Meta Ads, integrações com o CRM e criativos. Análise conduzida por João Borges.
Os quatro números do topo resumem o canal. Depois, escolha um pilar: a leitura é a mesma da Análise de vendas.
Plano Tático
A implementação: as iniciativas para corrigir os gaps, com responsável, prazo, status e prioridade. Este é o espaço de acompanhamento contínuo com o time.
A lista já vem em ordem de prioridade. Abra uma iniciativa para ver os gaps que ela trata e use os Filtros para ver só as suas.
Como definir prioridadesO que é a matriz GUT, como dar as notas e como a ordem do plano é definida
A matriz GUT é uma forma simples de priorizar: cada iniciativa recebe três notas, e o resultado mostra o que precisa ser atacado primeiro. Serve para o time concentrar energia no que tem mais impacto, com mais pressa e com maior risco de piorar, em vez de tentar fazer tudo ao mesmo tempo.
GUT = Gravidade × Urgência × Tendência Cada critério recebe uma nota de 1 a 5. O resultado vai de 1 a 125 e define a ordem das iniciativas no plano.
Qual o tamanho do impacto no resultado se o problema continuar?
Quanto tempo temos para agir antes que o problema cause dano?
Se nada for feito, o problema piora, fica igual ou melhora?
| Nota | Gravidade | Urgência | Tendência |
|---|---|---|---|
| 5 | Extremamente grave: compromete o resultado de forma direta e imediata | Precisa de ação imediata | Vai piorar rapidamente se nada for feito |
| 4 | Muito grave: prejuízo alto e visível | Muito urgente: resolver o quanto antes | Vai piorar em pouco tempo |
| 3 | Grave: prejuízo relevante, mas contornável | Urgente: resolver no curto prazo | Vai piorar a médio prazo |
| 2 | Pouco grave: prejuízo pequeno | Pouco urgente: pode esperar um pouco | Vai piorar a longo prazo |
| 1 | Sem gravidade: impacto mínimo | Pode esperar, sem pressa | Não vai piorar e pode até melhorar |
Exemplo: G 5 × U 5 × T 4 = 100, prioridade máxima. Para ajustar a nota de uma iniciativa, clique no selo GUT dela.
- A nota GUT define a posição de cada iniciativa: da maior para a menor.
- A lista é uma só: a nota nunca sobe de uma iniciativa para a de baixo, com Vendas e Marketing na mesma ordem de prioridade.
- Em cada área, no máximo 3 iniciativas têm a mesma nota (125, 125, 125, 100, 100, 100, 80…). Assim a nota continua diferenciando o que vem primeiro.
- Desempate: entre iniciativas com a mesma nota, vale a ordem definida pelo administrador.
- O administrador pode reorganizar a ordem arrastando as iniciativas. A GUT de todo o plano é recalculada para acompanhar a nova ordem, mudando o mínimo possível em G, U e T.
- Quando a GUT de uma iniciativa é alterada, ela muda de posição conforme a nova nota.
Arraste o cartão para outra coluna para mudar o status. No celular, use o seletor dentro do cartão.
Anexos
O apoio da auditoria: transcrições, entrevistas, imagens originais e a auditoria anterior.
Escolha Entrevistas ou Arquivos nos cartões abaixo.
ANEXO 1 DE 2Entrevistas
Um registro por pessoa entrevistada, sempre no mesmo formato: ficha com o perfil, roteiro com resposta e nota de 0 a 4, e a leitura estratégica com a aderência por pilar.
ANEXO 2 DE 2Arquivos
As fontes que sustentam a análise, organizadas em pastas. Clique em uma pasta para abrir e em um arquivo para visualizá-lo.
